Campanha 2026: como ver receitas e gastos no DivulgaCandContas

Fundo eleitoral de 2026 soma cerca de R$ 4,9 bilhões; sistema do TSE mostra receitas, despesas, doadores e fornecedores de cada candidato.

Ilustração abstrata em verde-escuro e dourado, com formas geométricas e sem pessoas, sobre gastos de campanhas eleitorais.
Imagem provisória, a ser substituída antes do lançamento.Ilustração: Imagem provisória

Os partidos receberam cerca de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026. O valor foi dividido entre 30 legendas, segundo a distribuição divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho. É dinheiro do Orçamento da União, e o uso de cada real pode ser acompanhado pela internet.

O FEFC, conhecido como fundo eleitoral, é formado por verbas do Orçamento da União em ano de eleição. A regra está no artigo 16-C da Lei 9.504/1997, a Lei das Eleições. O Fundo Partidário também recebe dinheiro do Orçamento, além de multas e doações, segundo a Lei 9.096/1995.

O que a lei obriga a divulgar

Durante a campanha, candidatos e partidos devem informar o dinheiro recebido em até 72 horas, diz o artigo 28 da Lei 9.504. Os dados vão para um site da Justiça Eleitoral, com nome e CPF ou CNPJ de cada doador.

Também há uma prestação de contas parcial. Em 2026, ela foi enviada de 9 a 13 de setembro, com a movimentação até 8 de setembro. O TSE passou a exibir esses dados em 15 de setembro, segundo a Itatiaia. O que entrou e saiu depois disso vai para a prestação de contas final.

Como consultar no DivulgaCandContas

O DivulgaCandContas é o sistema do TSE com dados de candidatos e de suas contas. Para consultar:

  1. Acesse divulgacandcontas.tse.jus.br.
  2. Escolha a eleição de 2026, o estado e o cargo.
  3. Selecione o candidato e abra a área de prestação de contas.

Além de receitas e despesas, o sistema mostra doadores, fornecedores, bens declarados, limites de gastos e dívidas de campanha. Também é possível comparar candidaturas. Os dados brutos ficam no Portal de Dados Abertos do TSE, para quem quiser baixar planilhas.

Na análise, observe a origem do dinheiro: quanto veio do FEFC, do Fundo Partidário e de doações. Nas despesas, veja quem são os maiores fornecedores e se os valores parecem compatíveis com o serviço. Para presidente, o limite de gastos é de R$ 133 milhões somados os dois turnos, segundo a Agência Brasil.

Prazo das contas finais

A prestação de contas final deve ser entregue até o 30º dia após a eleição, segundo o artigo 29 da Lei 9.504. Para quem disputa o segundo turno, marcado para 25 de outubro, o prazo é de 20 dias após essa votação. Em 2026, as datas são 3 e 14 de novembro, respectivamente, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

Pela lei, quem for eleito e não entregar as contas no prazo não pode ser diplomado enquanto durar a pendência. Segundo o TRE-SP, quem tiver as contas julgadas como não prestadas fica sem certidão de quitação eleitoral até o fim do mandato disputado.

O que diz o Tribunal Superior Eleitoral: Segundo o TSE, citado pela Itatiaia, deixar de enviar as contas no prazo ou omitir informações financeiras “é considerado uma irregularidade grave”. O tribunal informa que eventuais inconsistências serão avaliadas no julgamento das contas finais.

As contas parciais já permitem comparar campanhas antes do segundo turno. Depois de 14 de novembro, os dados finais vão mostrar o caminho completo do dinheiro público gasto nas eleições de 2026.

Fontes